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terça-feira, 28 de Abril de 2009

CS.. 5




















O que me começa a preocupar é mesmo o facto de qualquer dia me poder esquecer que sou designer. Às custas do desemprego que parece ter vindo para ficar, estou mesmo a ver que a coisa pode vir acompanhada de alucinações, vómitos e tonturas. Muitos de nós podem até começar a pensar que são donas de casa ou que estão em prisão domiciliária. 
É por isso mesmo que vou mandar vir uns caixotes destas almofadas, para mim e para os meus caros colegas que felizmente estão na mesma situação que eu. 
Quando a desgraça é partilhada custa muito, muito menos.



segunda-feira, 27 de Abril de 2009

tipografia
















































as coisas são de um senhor com nome igual à da vodka foleira,
(este último do CUT, aqui a parva leu OUT, e apesar de me chamar parva, continuo a achar que se o "t" e o "u" estão rasgados o suposto "o" também poderia estar, claro que a palavra é que perdia todo o sentido..  mas para mim era um pequeno pormenor).

lá porque somos galdérios não significa que falte tempo para outras coisas, como o désain.



sexta-feira, 24 de Abril de 2009

com as galdérias não se assumem compromissos, não se perdem minutos com palavras soltas, não se perde tempo. 
as galdérias só servem para aquecer o lado direito da cama em noites frias,ou quentes, desde que se cheguem para o lado e não façam comichão.

as galdérias também sentem saudades, eu vou matar as minhas amanhã.

terça-feira, 21 de Abril de 2009
























A outra prometeu que não o matava, mas como foi deixada resolveu deixa-lo também a ele.
À falta de uma little girl que lhe dê mimos, vem a galdéria. Esta não amua, não faz fitas, não se zanga, não precisa dele e só precisa dela.
A galdéria não faz muita coisa, anda por aqui e por ali, abre e fecha as pernas consoante a disposição. Não o faz por dinheiro, porque a galdéria gosta de gostar, há é quem não a deixe.

quarta-feira, 1 de Abril de 2009


tenho a certeza que há muito boa gente por Coimbra e por Gaia a dizer: 
"a minha vida dava um livro... do WOODY ALLEN."


"- Pare, não vá mais longe - disse ele pondo-se em sentido. - Isto é simplesmente magnífico. É Johnny Steinbeck, é Capote, é Sartre. Eu cheiro dinheiro, eu vejo honrarias. É o tipo de produto de qualidade sobre o qual aqui o yours truly construiu a sua reputação. Vá para casa fazer as malas. Vai ficar comigo em Bel Air até aparecerem alojamentos mais à altura - qualquer coisa com piscina e talvez um campo de golf de 3 buracos. Ou então talvez o Helf o acolha na mansão dele por uns tempos, se você preferir. Entretanto vou ligar ao meu advogado e fechar os direitos para a ouevre completa do Stooges. Este é um dia memorável (...)

Escusado será dizer que essa foi a última vez que pus os olhos em E. Coli Biggs, sob esse ou qualquer outro pseudónimo. Quando regressei ao Carlyle, de mala na mão, ele há muito saíra da cidade, fosse para a Riviera Italiana, fosse para o festival de cinema do Turquemenistão, ou, possivelmente, para verificar os resultados da bilheteira na Guiné-Bissau - o empregado do escritório não tinha a certeza."

Woody Allen, Pura Anarquia
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